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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Diga-me como escreves que te direi quem és

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       Hoje cada vez mais as pessoas se comunicam através da escrita no whats ou através das redes sociais.
Analisando a meta-mensagem na escrita dá pra perceber o comportamento delas de forma mais completa. Por exemplo, se aquela sua amiga próxima ignora suas publicações, dá pra ver que a amizade não é assim tão verdadeira. 
      Perguntas sem resposta é o que entendemos por apatia ou geleira emocional, é o mais comum. As pessoas se comovem facilmente com notícias do outro lado do mundo mas não conseguem ter sentimento por comunicar com pessoas do seu convívio próximo.É este o mundo que queremos? Um mundo insensível ao próximo que é próximo? Os necessitados em primeiro lugar com a hierarquia do mais próximo ao mais distante. Família por exemplo deveria ser a prioridade, amigos e depois estranhos. Mas se a família não tem este valor? Seguimos na hierarquia. 
      Por outro lado, saber curtir e compartilhar não custa nada. Mas quando a inveja entra em cena daí meu irmão é ela quem fala mais alto e determina a resposta no comportamento. Ás vezes é tão sutil isto que chega a ser muito engraçado. Pessoalmente notamos através de um olhar mas na comunicação escrita notamos no silêncio. Aquele tipo tô aqui mas não tô nem aí. Pior é num grupo de wats onde percebemos muitas vezes a inveja quando um posta uma coisa e outro imediatamente posta outro assunto nada a ver com aquele. Desviando a atenção do grupo do outro para ele. Tem os que estão no grupo só vendo o que tá acontecendo mas nunca se expõe. Estes são os controlados ou controladores do comportamento alheio. Eles estao ali mas nao participam. Como se estivessem em uma reunião forçada e não se comprometem com nada.Tem os que não tem limite. Toda hora postam coisas sem perceber que não estao agradando mas é uma compulsão que manda neles e não conseguem parar. Esperam ansiosos por um like. São socialmente aceitos porém são no fundo carentes, impulsivos e viciados em falta de atenção. Tem também os urubus que só postam notícia triste. Querem parecer sensíveis e altruístas.Assim vemos um território comportamental rico em informações que complementam dados da personalidade de cada um. 
      Esta era da informação já invadiu nossas vidas. Resta agora fazermos bom uso dela. A inteligência artificial está aprendendo conosco. Observando nossos comportamentos. Resta saber se aceitaremos ser robôs de nós mesmos. 
Criar protótipos de respostas automáticas para não se envolver emocionalmente ou se atirar nas emoções de um universo desconhecido e perigoso onde pessoas estranhas nos observam e compartilham de nossas vidas. 
     Vi isto na sessão de autógrafos do lançamento do meu livro na Feira do Livro onde um desconhecido pediu uma Selfie. Era um seguidor meu do Twitter. 
Se tivéssemos um chip que nos ensinasse a como reagir. 
Estamos aprendendo. O que preocupa é a generalização das respostas banalizando e minimizando o que nos diferencia dos animais: a comunicação. 

Pense nisto!

Cláudia Moscovich - Coach pela ICC 
Escritora e Diretora da cCIMm Treinamentos Empresariais

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